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Erliquiose – “Doença do carrapato”

Uma doença infecciosa causada pela Erlichia canis, que faz parte de um grupo de bactérias chamadas Rickétsias. Esta bactéria abriga as células sanguíneas denominadas plaquetas (responsáveis pela coagulação do sangue).
A Erliquiose foi descoberta em 1935 por Donatien e Lestoquard na Árgelia em um Pastor Alemão, porém a doença só foi registrada em 1945 nos Estados Unidos por Mashkovsky, em 1970 se tornou popular por ser responsável por vários óbitos de cães do exército americano. A doença foi documentada pela primeira vez no Brasil em 1973 em Belo Horizonte, desde então vem acometendo 20% a 30% dos cães atendidos nas clínicas e hospitais veterinários.
Animais  com  exposições frequentes a carrapatos,  que  permanecem  infectados  por longos períodos podem ser reservatórios de E. canis. Na África do Sul foram identificados gatos com anticorpos para Erlichia, isto faz com que se tornem reservatórios da doença.  Outros  mamíferos,  como  roedores,  também  podem  ser  reservatórios silenciosos.
Imagem microscópica da Mórula da Erlichia canis abrigada em uma plaqueta

Como o animal adquire a doença?
O carrapato Rhipicephalus sanguineus é quem transmite a doença pela saliva, através da picada no momento do repasto sanguíneo,  e estes se infectam ao se alimentarem  de outros animais acometidos pela doença em seu estágio agudo. Os carrapatos podem transmitir a doença até 155 dias após terem se infectado.
Outra forma de contaminação é por transfusão sanguínea de um animal infectado.
Rhipicephalus sanguineus

Fases da doença
  1. Aguda: onde acontece a disseminação do parasita por todo o corpo, os principais órgãos atingidos são baço, fígado e linfonodos.
  2. Sub-clínica: permanência da doença levando há diminuição de plaquetasda doença, sem grandes sinais clínicos.
  3. Crônica: onde o parasita já atinge a medula óssea, podendo gerar problemas graves como sangramentos, edema, convulsões e sinais neurológicos.
Sintomas mais comuns
– Febre
– Perda de peso
– Epistaxe (sangramentos nasais por exemplo)

– Anemia
– Falta de apetite
– Apatia
– Petéquias (manchas vermelhas pelo corpo)

Diagnóstico
O diagnóstico deve ser feito com muita cautela, pois hoje em dia muitos veterinários estão confundindo com outros tipos de doenças, baseando-se somente pelo resultado do hemograma exame. Por isso é importante um exame específico chamado PCR, ele identifica o DNA ou RNA parasita sendo o exame mais eficaz para a real identificação da doença.
Achados no Hemograma: trombocitopenia (diminuição no numero de plaquetas), anemia, leucopenia (diminuição no numero de leucócitos), hiperglobulinemia (aumento no numero de imunoglobulinas).
Tratamento
O tratamento teoricamente é simples, geralmente ocorre melhoras nos primeiros dias de tratamento, se o animal não estiver no estágio grave, porém é um tratamento longo, tendo que administrar corretamente o antibiótico (comumente a Doxiciclina) por 30 dias, o ideal é repetir o hemograma após alguns dias do término do tratamento para verificar os valores de plaquetas. Além disso, podem ser usados glicocorticoides no caso de trombocitopenia severa e esteroides androgênicos em casos crônicos.
Prevenção
Controle de carrapatos tanto no animal quanto no ambiente.
Hoje em dia existem vários produtos no mercado para o controle desses ectoparasitas, são eles: puto on(produto líquido que deve ser colocado na nuca do animal), comprimidos, talco, spray, shampoos entre outros. Já os produtos para pulverizar o ambiente deve ser usado com muito cuidado e atenção as diluições corretas e quanto a presença do animal no momento da pulverização, pois muitos produtos recomendam retirar o pet e volta-lo para o ambiente entre 2-3 horas após a aplicação.
OBS: É IMPRESCINDÍVEL A VISITA AO MÉDICO VETERINÁRIO, NÃO MEDIQUE SEU ANIMAL SEM A ORIENTAÇÃO DE UM PROFISSIONAL.